Os pesquisadores do estudo atual já haviam encontrado uma relação entre inflamação cerebral e a depressão. O desdobramento deste estudo resultou numa mudança de pensamento em relação aos possíveis tratamentos para a doença. As evidências mostram que cada vez mais, a depressão não só causa um distúrbio biológico que traz problemas imediatos, como também com o tempo, altera o cérebro de uma maneira que os tratamentos disponíveis no mercado atualmente se tornam ineficazes.
Como foi feito o estudo
O estudo está em fases iniciais, e portanto, envolveu apenas 80 participantes; 25 com depressão não tratada por mais de 10 anos, 25 com depressão por menos de uma década, e 30 nunca foram diagnosticados com a doença. Todos passaram por uma tomografia com emissão de pósitrons, com o intuito de localizar um tipo específico de proteína que só é gerada quando ocorre uma inflamação cerebral em resposta a alguma lesão ou doença.
Uma quantidade equilibrada desta inflamação nos protege contra doenças e auxilia na recuperação de nossa saúde. Mas esta inflamação em grandes quantidades causam problemas cardíacos e doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. E o dado preocupante é que nesse experimento, a proteína resultante desse processo inflamatório encontrava-se em grandes níveis em várias partes do cérebro do grupo que sofria por mais tempo com a depressão, como no córtex pré frontal, área responsável pelos comportamentos e pensamentos complexos.
Conclusão
O estudo ainda precisa ser aprimorado e refeito com mais participantes, para que possa ser considerado válido como base em futuros tratamentos contra a depressão. Isto provaria que a depressão compartilha similaridades com doenças degenerativas como o Alzheimer, modificando o cérebro de maneiras ainda não totalmente conhecidas.
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